segunda-feira, 28 de maio de 2012

E esse fim de semana eu quis escrever sobre como as coisas estavam indo bem.....O fim de semana passou, eu não escrevi e surgiu um novo problema pra vida.
Mais um bichinho de estimação doente =/ A Melzinha terá que fazer uma cirurgia (eu ainda não sei bem do que se trata, mamis que a levou no vet), mas, pela idade, corre alguns riscos.

Só sei que já chorei, por medo de passar por tudo aquilo que passei com o Fred....

2 meses se passaram, não é cedo pra eu sofrer de novo?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Quase...

Quase que esse post não é escrito. Ok, posso estar dramatizando, mas o susto que levei não quero levar nunca mais.
Vamos aos últimos acontecimentos?
Na segunda (31/04) acordei me sentindo meio mal. Achei que fosse por causa da bebida, mas bebi tão pouco no domingo que a causa devia ser outra. Fui trampar, debaixo de muita chuva, e cheguei lá pra ficar estressada. As meninas simplesmente não foram e fiquei sozinha por lá. Sai cedo, fui no banco com minha mãe, passamos no mercado e vim pra casa. Dormi um pouco e, umas cinco da tarde, consegui comer duas fatias de pão com queijo. .
Na terça, minha mãe me chamou pra sair pra almoçar. Pensei duas vezes em sair com ela. Tava tão bom aqui, mas, tadinha, há dias em casa, merecia sair um pouco pra passear. Levantei, tomei banho e fui pro shopping. Enquanto a aguardava comecei me sentir mal. Fraqueza, a visão meio turva e aquela péssima sensação de que ia desmaiar. Sentei um pouco, mas como estava sem créditos no celular pra avisá-la que a aguardava dentro do shopping, levantei e fui pra porta. A tontura só aumentava e eu tentava acreditar que era coisa da minha cabeça, que se não pensasse nisso ela passaria. Uns 10 minutos depois, minha mãe chegou. Subindo a primeira escada rolante que vimos, falei que eu tava passando mal e ia desmaiar. Dito e feito. Pelo que fiquei sabendo depois, assim que saímos da escada eu cai, bati na vitrine de uma loja e ali fiquei. Lembro de ir acordando e perceber muita gente perto de mim, perguntando se estava tudo bem e minha mãe desesperada. Ouvia as pessoas pedindo ajuda, chamando o segurança e pedindo uma cadeira de rodas. Quando me levantaram eu senti um calor de outro mundo, tirei meu moleton e suava muito. Indo na cadeira de rodas até a enfermaria me deu desespero. Olhos abertos, mas sem enxergar absolutamente nada. NADA. E me bateu um medo fora do comum, achava que estava cega, completamente desesperada. Só queria gritar pra que alguém me ajudasse, mas sabia que não ia adiantar. Quando chegamos na enfermaria do shopping, minha visão estava embaçada, muito ruim ainda e, pra piorar, minhas pernas e braços formigavam. Estava completamente apavorada. Fui levada de ambulância para o hospital Santa Virgínia, a visão melhorando, a pressão voltando ao normal, mas ainda assim muito assustada. Fui logo atendida, fizeram um eletro, o destro e me colocaram no soro/glicose para melhorar. Depois disso foi feito outro eletro e lá fui eu pra sala de emergência, para outra medicação na veia, dessa vez para baixar o ritmo dos batimentos cardíacos, que naquela altura estavam a 144 p/m (Normal seria uns 80/90). 50 minutos depois, nada. Eu cada vez mais apavorada. Aí me avisaram que o próximo passo seria uma aplicação de adenosina. E também fui alertada que, ao aplicarem a medicação, eu me sentiria mal, muito mal. Praticamente uma sensação de morte. Da outra vez que fui internada tinham me falado sobre isso, mas os batimentos baixaram com a primeira opção de remédio e não tive o desprazer de conhecer isso. Seria feito da seguinte forma: duas injeções, na veia. Uma do betabloqueador e, logo em seguida (com meu braço erguido), aplicariam uma dose de soro, para empurrar o remédio para o coração. Quando a primeira é aplicada você não sente nada, mas quando aplicam o soro...Senhor! Senti formigamento, calor, dificuldade de respirar. Menos mal que é rápido, em menos de um minuto aquilo passa. Foi tão rápido quanto para os batimentos subirem novamente. A medicação não fez efeito. Aí o médico me explica que teríamos 3 chances de reverter a arritmia. 3 aplicações podiam ser feitas, sem causar nenhum mal. E lá vamos nós pra segunda. Dessa vez tive muito medo, sei lá porque. Acho que a enfermeira percebeu e me deu a mão, dizendo que era uma corrente de fé para que revertesse. Tentativa frustrada 2. Mais uns 40 minutos com uma medicação na veia, que não lembro qual era. Enquanto isso, mamis, tia e Ana entravam de vez em quando na sala. Cada enfermeiro e enfermeira vinham falar comigo, bater papo, contar causos do ps e me dizer que eu tava calma. E eu tava mesmo, já tinha passado por aquilo e sabia que ia sair de lá rápido. Ledo engano. Lá vem o médico me dizer que se os batimentos não baixassem eu teria que passar a noite no hospital. Até aí tudo bem. Logo pedi que minha mãe trouxesse meu carregador de celular pq teria o que fazer enquanto estivesse por lá. Aí a enfermeira me apresenta para uma outra, que estava na parte da UTI e era com ela que eu ficaria. E eu, bege, perguntei: "como assim?? uti???". E ela me disse que era pra lá que eu ia, porque tinha que ser monitorada o tempo todo. Perguntei se podia levar celular (aloka) e, claro, ela disse que não. Que não podia nada, que ia ficar sem roupa até. Quase morri. Como sem roupa? E essa minha pele toda zuada? E aqueles dias em que me encontrava? Para, alguém para o mundo porque eu quero descer! Ai a porra ficou séria. Entrei em pânico. O médico, muito bonzinho por sinal, conversava muito comigo. Dizia que aquilo era fácil de resolver, ligou várias vezes pro irmão (que é especialista em arritmia) para perguntar algumas coisas e ainda me disse que o irmão dele me atenderia em outro consultório, de graça. Ou meu caso era muito grava ou o médico me achou cute. Tá, aposto que foi a primeira opção. Aí ele também me explicou sobre a ablação, coisa que eu já tinha lido a respeito. O momento mais tenso foi, pouco antes de ir pra uti, quando ele me disse que, se não revertesse a arritmia até a tarde do outro dia, eu teria que tomar aquele choque no peito. Nessa hora eu tomei um choque na cabeça mesmo. Ali acabou minha paz. Fui levada pra uti, como alguém que estivesse morrendo: na cama, de roupa de hospital e completamente assustada. No elevador o médico me perguntou: "quem é Erik?". A enfermeira disse que ele era xereta, que ela tb queria ter perguntado aquilo, mas não tinha coragem. Ele respondeu que queria saber se era meu filho ou namorado. Falei que era meu sobrinho/afilhado. Cheguei na uti roxa de fome. Perguntava para todos os médicos e enfermeiros se eu ia jantar. Comi aquela comida sem graça de hospital como se fosse a minha última refeição. O médico me informou que só poderia comer até a meia-noite, porque faria um exame no outro dia, que teria que ser feito em jejum. Um eco, mas feito por dentro. Eu quase morrendo  perguntei o como era aquilo. Me explicou que era como uma endoscopia, pra ver se tinha algum coagulo no coração. Ah tá.
Chorei muito naquela noite. Muito medo, medo de morrer....medo de que minha vida tão sem graça terminasse ali. Pensei na Bri, pensei no Erik, que não teria a oportunidade de ter a madrinha, mesmo que de longe. Pensei na minha mãe, vivendo aqui sozinha. Aí eu chorei mais um pouco. Uma enfermeira veio conversar comigo, perguntar se tava tudo bem e tentar me acalmar. Expliquei que eu tava cansada de ficar lá, que só queria ir embora pra minha casa.
Tomei várias injeções, não aguentava mais. Era pra colher exame, era pra isso, praquilo. Até na barriga tomei duas, porque ficaria muito tempo deitada. Os carinhas que foram de madrugada fazer o raio-x ainda brincaram que era estranho conversar com alguém consciente na uti. Mal dormi essa noite. Quando pegava no sono, vinha alguém pra fazer algo em mim, super tenso =/
Recebi a visita da minha mãe e da Ana, quando foi liberado. O médico conversou com elas, disse que seria necessário o choque pq a medicação não tava resolvendo muito. Elas tentaram achar outra solução, mas ele disse que eu só sairia de lá, se fosse de ambulância, para outra uti. Assustador, não? Também explicou que eu faria um exame pra ver se não tinha nenhum coagulo no coração, se tivesse, não poderia tomar o choque. Naquele começo de tarde fiz o eco transesofagico. Tava tão tensa que o sedativo não pegou, fiz o exame completamente acordada, sentindo aquela coisa estranha, entrando guela abaixo. Graças a Deus, não deu nada no exame. Era só o que me faltava, né?
Depois de rezar muito e implorar muito, soube que teria alta para o quarto. Os batimentos abaixaram um pouco. Sai da uti umas 15:00 e pouco. Logo depois minha mãe chegou no hospital, não via a hora de vê-la. Mais medicação, mais exames....Visitas a noite, muitas ligações, recados, sms...e um carinho muito bem vindo. Dormi até que melhor nessa noite. Acordei cedo, para mais exames. Umas 07:00 o médico foi no quarto, disse que o eletro estava bom e que me daria alta \o/. Melhor notícia dos últimos tempos! Tomei café, me troquei e fui pra casa. 4 dias de repouso quase absoluto. Férias forçadas, nunca fiquei tanto tempo sem fazer nada.

E foi isso....Agora tô a base de remédios, torcendo pra que eles façam efeito e eu não precise passar por nenhuma cirurgia =/ Já tenho consulta agendada com um especialista em arritmia e a vida segue.

=*

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um dia frio...

A vida não tem sido fácil. Muito trabalho, mas muito mesmo. Não paro um segundo e chego em casa destruída de cansaço, a ponto de querer chorar, sabe? A ponto de querer desistir, mas, pela necessidade, não o faço. Fora o medo e a insegurança de estar ali. Não sei até quando terei emprego. E viver dessa forma deixa qualquer um exausto. Aí eu me arrependo de ter comprado um apê, afinal, a despesa é enorme! É prestação, é condomínio, é luz, é tudo. E é muita coisa, seria muito mais fácil se eu não tivesse me enfiado nessa. Mas eu amo tanto esse lugar que não me imagino mais em outra casa.
E aí tem a mamis, que não tá bem. Mais gasto, mais dor de cabeça, mais preocupação e etc. Surgiu uma ferida depois da operação, não melhora e não acho que a médica saiba muito bem o que tá falando.
E tem a saudade do Fred (1 mês sem ele, amanhã), e tem a saudade do Erik, e tem as férias que foram adiadas, e tem a carência, coisa com a qual eu não to sabendo lidar.
Pois é, uma carência do ****. Parece que tô no fim da vida, que nunca vou arrumar ninguém, nunca vou ter filhos e vou morrer sozinha. Sabe quando você sente que não é boa o suficiente pra ter alguém? É, é assim que eu me sinto.



Fora isso tudo, também estou de tpm. É.


Post chato, apenas um desabafo, numa noite fria e solitária.






- Ao som de Calico Skies - Paul McCartney

domingo, 8 de abril de 2012

Morte.

Tema difícil, não?
Sempre tive medo dela, mas nunca parei pra pensar muito a respeito. Ler sobre a morte de pessoas que nem conheço, sobre pessoas conhecidas de amigos meu sempre foi difícil. Batia um medo de ter que, mais cedo ou mais tarde, encarar essa situação de perto. E, agora, que a situação veio bater a minha porta, ando apavorada.

Vamos ao começo....
Sabe o Fred? O gatinho do trampo, que não tinha raça definida, que já tinha fugido e, provavelmente, apanhado na rua, que era carinhoso, que me adorava? Pois é....ele se foi. Ficou doente, tava molinho, mas a principio não demos muita atenção. O calor, a idade...usamos tudo como desculpa para a mudança dele. Até que eu li na net sobre as doenças que podem acometer um gato que fica mais de 3 dias sem comer. Entrei em desespero. Fui para o escritório no outro dia (um domingo) e quase morri quando vi o estado dele. Mal se mexia, não andava, não comia, só vomitava. Chorando, liguei pra vet e, por Deus, puderam ir lá buscá-lo. Tava desidratado, mal =/. Depois de alguns exames descobriram que as taxas de uréia e creatinina no sangue estavam altíssimas. Causas? Várias suspeitas e só poderiam confirmar depois de um ultra-som. Rezamos muito para que não fosse problema renal, o que, dias depois, foi constatado. Nosso mundo desabou. As expectativas não eram nada boas e ele só melhoria com um milagre. Foi tudo que eu pedi por dias, um milagre.
Ele ficou internado e íamos lá todo dia, duas vezes, visitá-lo. Era difícil ver o bebê daquele jeito. Tão debilitado, tão triste. E eu com a péssima sensação de impotência. Queria tirá-lo de lá, me culpava pela demora pra levá-lo ao vet, faria qualquer coisa que pudesse ser feita. Só que não existia nada para ser feito. E então queria que, pelo menos, ele pudesse voltar ao escritório para ficar com a gente. Se fosse morrer, que morresse ao nosso lado, com nosso carinho. Mas nem isso foi possível. Ele precisava de soro, de medicação e ele nem conseguia mais ficar em pé. Cada visita era pior, lágrimas, lágrimas e um aperto no peito que nunca senti na vida. Voltava pra casa destruída, trabalhava sem saber o que tava fazendo, não conseguia pensar em nada.
Na quarta-feira, depois de mais exames descobrimos que não teve melhora nenhuma. E que ele só ia continuar sofrendo com aquilo, por mais alguns dias, sabe-se lá quantos. A decisão teria que ser tomada. E decidimos pela eutanásia. Em 30 anos de vida nunca vivi algo tão difícil. Foi bonito ver todos do escritório ali, pra se despedir. Mas foi uma dor tão imensa que eu achava que não ia conseguir. O abracei, disse o quanto amava e o quanto ia sentir a falta dele. Até a vet estava emocionada. Chorei como há tempos não chorava. Cheguei em casa sem chão, sem forças, sem vontade. Difícil acreditar que aquilo estava acontecendo. Difícil imaginar como seria a vida sem ele ali do nosso lado. Mal dormi naquela noite, mal comi naqueles dias....
O que acalmou meu coração foi uma oração da B. que recebi. Também recebi vários recados lindos de amigos e de pessoas que eu nem se quer pensei que se preocupassem. Só que a oração tocou meu coração de tal jeito que percebi que tinha que deixá-lo partir, em paz, bem. Para, quem sabe, daqui a algum tempo ele decida voltar para nós =)

Fred, te amo e tenho muita saudades. Espero que você esteja bem, brincando aí no céu, com outros anjinhos de 4 patas.

E é isso. O post tem uma continuação, sobre os medos e a carência que isso me trouxe =/
Beijos, boa páscoa e ótima semana!

terça-feira, 6 de março de 2012

O resultado da escolha.

No meu post sobre a retrospectiva de 2011 eu escrevi que não sabia se tinha feito tal escolha de maneira correta. Hoje sei que fiz. Não que eu esteja feliz com ela, mas se eu tivesse feito de outra forma, estaria ferrada nesse momento.
Ainda não tô feliz onde estou, mas, pelo menos, estou empregada e pagando minhas contas....

E é isso.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A doença.

Cada vez que algo ruim acontece, é nela que eu penso.
Dessa vez, foi por culpa da "briga" com a minha mãe que ela veio a tona: a doença.
Hoje cheguei mal em casa e fui pesquisar sobre a maldita. Sobre tratamentos, sobre a eficácia deles, sobre como é difícil lidar com ela. E isso eu sei bem, como é difícil.
Não que minha vida tenha parado por conta dela. Não posso fazer certas coisas, mas a maioria eu faço como se nada fosse.
Não posso ir pra praia, não posso usar a roupa que gostaria, não me sinto bem comigo mesma. Ás vezes nem lembro que ela existe, e tantas outras eu choro implorando por um diazinho sem ela.
Os tratamentos levam tempo, muito tempo até que se possa ter algum resposta de melhora. Pelo menos é o que dizem, eu nunca vi.

No mês passado comecei um tratamento de novo e com promessa de levar firme. Já falhei em algumas idas ao médico, mas to tentando....É complicado você lutar e sentir que não vai vencer. Que tá só perdendo tempo, dinheiro e, o pior, perdendo as esperanças.

Esse é meu ponto fraco, sem dúvida. Como eu disse, esse monstro sempre dá as caras quando eu tô pior =/

E é isso...Torçam por mim e pra que eu me livre dessa porcaria =/

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

????


Aqueles dias em que tudo que eu sei é que eu não sei de nada e a dúvida toma conta da minha mente.

Beijos.